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EXPEDIÇÃO AGRALE MARRUÁ CHEGA A CAMPO GRANDE E INGRESSA NO PANTANAL MATOGROSSENSE

13 mar 2006

Depois de oito dias nas estradas e trilhas por quatro estados brasileiros, a Expedição Marruá chegou ontem à noite (domingo), na cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Os veículos já percorreram mais de 2.500 quilômetros dos 3.650 previstos e, agora, ingressam no Pantanal, último trecho da viagem que termina no próximo domingo, em Cuiabá (MT).

Desde o início, em Caxias do Sul, a caravana da expedição enfrentou sol forte e muito calor por quatro estados, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. Somente no trecho entre as cidades de Foz do Iguaçu e Cascavel choveu um pouco. Por esse motivo, os participantes enfrentaram muita poeira, mas não tiveram maiores dificuldades para vencer os obstáculos do terreno.

Expedição encontra índios guaranis

Um dos pontos altos da primeira semana da Expedição Agrale Marruá foi a parada inesperada para visita à Aldeia Porto Lindo, dos índios Guarani, logo na entrada do Mato Grosso do Sul. Os participantes conheceram o chefe da aldeia, almoçaram com alguns dos 4.000 habitantes e doaram alimentos não-perecíveis.

"Foi sensacional! Não pensávamos que seríamos tão bem recebidos e que conheceríamos um pouco de seus problemas e costumes", comentou Jouber Cavalli, de Porto Alegre, do Marruá número 1, um dos mais animados e entrosados.

"Ficamos assustados e pensamos que era o Exército devido à quantidade de jipes e à sua cor verde. Mas depois do susto foi um momento muito feliz", comentou o chefe da aldeia, localizada no município de Japorã.

Hoje, segunda-feira, a expedição percorrerá o trajeto entre Campo Grande e Rio Verde, e inicia outro período de pernoite em acampamento. Serão quatro noites, nas cidades de Rio Verde, Itiquira e Poxoréu, até a chegada à Chapada dos Guimarães, quando dormirão em pousada.

"Essa última semana da expedição será muito difícil e exigente. Os participantes precisarão estar muito unidos e focados para conseguir vencer os obstáculos naturais do Pantanal", finaliza Marcelo Reis, diretor-geral da Expedição Agrale Marruá.

2o. Circuito especial em Dourados

Na manhã do último domingo, dia 12, aconteceu em Dourados o segundo circuito especial para os 18 participantes da expedição e válido para o Troféu Agrale 40 anos. Realizado na área de uma pedreira desativada, o circuito teve duas tarefas que visaram medir a condução, a paciência e a preservação do equipamento, entre outras coisas.

A primeira tarefa consistiu em percorrer uma trilha ao redor da pedreira e superar obstáculos naturais, como rochas, subida de rampas e descida de barrancos. No alto da pedreira, a trilha nas rochas tinha um verdadeiro penhasco, com mais de 25 metros de altura. O maior desafio foi uma rampa inclinada, de terra solta e que exigiu dos pilotos muita destreza para manobrar e subir sem escorregar.

Quatro duplas ficaram empatadas em primeiro lugar e somaram 500 pontos: Daniela/Ceres; Carlão/Regadas; Mônica/Rizzato, e Artur/Bosca.

Na segunda tarefa, realizada nas redondezas, as duplas precisaram percorrer uma trilha em terreno escavado pela erosão e, utilizando o bom-senso e a sensibilidade, conduzir em velocidade que forçasse o veículo. Os desníveis do trecho exigiam um grande curso de suspensão e habilidade para não capotar o jipe Marruá.

As duplas não foram informadas qual era esse tempo ideal. O desafio era tentar completar a tarefa no tempo que cada um achasse correto para poupar o equipamento. Somente depois que todos os participantes realizaram a tarefa é que a organização informou o tempo correto, de 4m15s.

O vencedor foi a dupla Valbuena/Tapajós, do Marruá número 3 que completou o percurso em 4m15s80. Em segundo ficou a dupla do carro número 9, Mônica/Rizzato, e, em terceiro, Daniela/Ceres.

Primeira baixa na expedição

Ontem (domingo), aconteceu a primeira baixa da expedição. O paranaense Andersen Christofoli foi substituído no Marruá número 9 pela primeira suplente, Mônica Rossi. Andersen machucou um dedo do pé esquerdo ainda na seletiva em Caxias do Sul, que acabou inflamando e o impedindo de acionar o pedal da embreagem.


 Foto: Julio Soares


Secco Consultoria: www.secco.com.br

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